terça-feira, 18 de setembro de 2018

Casos que envolveram detetives particulares.

            O detetive particular é contratado com frequência para desvendar casos de pessoas que se encontram em situações duvidosas e querem tirar a prova dos fatos, sem o envolvimento de autoridades públicas. Os serviços mais procurados são os relacionados a traições, principalmente quando existe suspeita da fidelidade do cônjuge ou somente para confirmar a traição.
Um dos casos mais famosos que envolveram um detetive e estiveram relacionados com uma traição amorosa foi o caso Yoki. A esposa do empresário Marcos Yoki, Elize Matsunaga, descobriu a traição do marido com a amante com auxílio de uma investigação realizada por um detetive particular. Após a revelação, Elize matou e esquartejou o marido, mas foi descoberta e presa depois da visualização de imagens de câmeras de segurança e de laudos realizados pela polícia. Ela continua na cadeia até hoje.
          Outro caso envolvendo infidelidade, mas que não teve um final trágico como o caso Yoki, foi o da socialite Kylie Jenner. A caçula da família Kardashian, famosa e endinheirada, teria contratado um detetive para seguir os passos do ex-namorado, o rapper Tyga. Segundo tabloides norte-americanos, o detetive descobriu que ela foi traída pelo músico com mais de 100 mulheres enquanto os dois tinham um relacionamento.
A função principal do profissional é seguir os passos dos investigados, e foi para isso que Madonna, uma das cantoras mais famosas do mundo, contratou um. Ela decidiu vigiar o filho Rocco, de 15 anos, depois que o adolescente decidiu morar com o pai, o cineasta Guy Ritchie. O detetive foi contratado porque ela acredita que o ex-marido não é uma boa influência para o filho.
Casos como o da morte do filho de Sylvester Stallone também foram resolvidos por causa de um detetive. O ator, conhecido por interpretar Rocky Balboa na franquia dos cinemas, precisou dos serviços para investigar a causa do falecimento de Sage, de 36 anos, encontrado morto em seu apartamento. Sylvester estaria interessado em saber
como foram as últimas semanas de vida do filho e se ele fazia uso de drogas. Perícias foram realizadas, e o laudo aponta que Sage morreu de parada cardíaca.
Fonte:https://www.megacurioso.com.br


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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Se seu parceiro faz ESTAS 10 coisas, provavelmente já te TRAIU

Todo mundo sonha em encontrar, mais cedo ou mais tarde, o parceiro ideal, aquele com quem você poderá estabelecer uma relação permanente de amor e confiança, levando a uma vida confortável e cheia de alegria por estar junto a quem se ama. Mesmo assim, não se pode deixar de mencionar que existem aqueles que preferem o contrário e não querem ficar “amarrados” até decidirem se comprometer, preferindo ir “de flor em flor”, curtindo a vida do seu jeito, algo que também é aceitável.
Porém, quando você está com alguém que ama muito, é normal que às vezes surjam dúvidas em relação à confiança e à fidelidade de nossos parceiros. Será que ele é fiel? Será que está saindo com outro/outra? Está falando a verdade? E claro, com essas perguntas, a incerteza cresce e, em certas ocasiões, faz com que prestemos atenção nos mínimos detalhes para tentar deduzir certos comportamentos.
Resultado de imagem para estava com duvida de seu marido a trairSempre nos perguntamos se nossos parceiros nos enganaram em algum momento, ou até mesmo se já tiveram um relacionamento escondido. Na verdade, isso não parece ser tão difícil de descobrir, porque existe uma série de aspectos corporais e verbais que denunciam que uma pessoa está mentindo. São aspectos que foram provados e citados por psicólogos em vários estudos. Você tem alguma dúvida sobre a fidelidade de seu parceiro? Achamos que não, mas, em todo caso, vamos te mostrar uma lista para você comprovar certas atitudes!

1. Boca e sorriso

Se seu parceiro umedece os lábios e fica engolindo saliva mais do que o normal, se o seu sorriso parece retorcido e diferente, sorrindo sem motivo ou em horas que não são para sorrir, provavelmente ele(a) está tentando esconder sua mentira.

2. Mãos

As mãos são um reflexo claro de quando uma pessoa mente e não consegue se manter calma, porque ficam se mexendo sem parar, fazendo vários movimentos, como tocar o cabelo, ficar passando a mão nos lábios, nas orelhas ou mexendo algum objeto entre os dedos continuamente.

3. Suor

O suor é um grande delator de mentiras quando está em abundância nas mãos e na testa. Se seu parceiro sua com facilidade quando está com você, e além disso ainda tenta evitar tocar em certos assuntos, você já pode pensar no pior.

4. Acusações

Para esconder suas mentiras, ele te acusa para se defender antecipadamente, projetando coisas do passado em você. Uma forma bem instintiva de evitar perguntar e afrontar realidades.

5. Olhos

Se seu parceiro evita olhar nos seus olhos e desvia do contato visual sincero, se fica olhando para outros lugares e tende a piscar mais do que o normal, talvez tenha uma aventura...

6. Incoerências

Se ele se perde na hora de se expressar e dizer as coisas com coerência, ao mesmo tempo que se enrola com alguns períodos de tempo e se confunde, pode ser que seja sem perceber, ou talvez até para te desorientar.

7. Voz

Se geralmente, em situações de perguntas e de incômodo, seu parceiro eleva o tom de voz, pode ser uma forma de tentar evitar esse momento de incômodo.

8. Celular

Se ele esconde o celular para que você não veja as mensagens, chamadas e WhatsApp, com certeza tem algo para esconder. Algo que com certeza tem a ver com infidelidade.

9. Palavras

Se seu parceiro fica usando palavras como “honestamente”, “na verdade”, “estava pensando nisso agora”, é porque está tentando reforçar a sua integridade e dar uma impressão de honestidade.

10. Trocas no tempo verbal

Mudar o tempo verbal é algo típico, porque quem mente improvisa muito, e quando se improvisa se usa mais o verbo no presente, e não no passado que seria o tempo da conversa.
Fonte: www.paraoscuriosos.com









 
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sábado, 21 de julho de 2018

Mulher descobre traição porque espinhas nas costas do marido já tinham sido espremidas

Uma mulher na Turquia terminou seu casamento de dois anos e meio ao descobrir que alguém já havia espremido as espinhas nas costas de seu marido. A identidade do casal não foi revelada.
Segundo o Daily Mirror, ela notou que as roupas de seu companheiro estavam manchadas de uma forma um tanto “incomum”, com um fluido característico de acnes.
Após a descoberta, ela confrontou seu marido sobre as espinhas, mas ele reagiu de uma maneira suspeita. Foi o suficiente para ela checar o celular dele durante a madrugada e descobrir a amante.
O advogado Tolga Aydemir, de 37 anos, contou ao jornal como tudo aconteceu: “Num primeiro momento, achei a história muito estranha, mas então ela me mostrou as conversas no WhatsApp. Ele disse para a namorada que a esposa estava desconfiada por causa da acne“.
Na troca de mensagens, o homem chegou a comentar sobre as espinhas com a amante. “Eu já vi muitos casos de divórcio, mas essa é a primeira vez que eu encontro algo assim. O Sherlock Homes era apenas um pouco melhor que essa mulher!“, finalizou o advogado.
Fonte: http://www.redetv.uol.com.br
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domingo, 15 de julho de 2018

Quem ama não trai? Todo homem é infiel? Veja mitos e verdades sobre traição

Traição é um assunto que suscita os mais diversos tipos de reação e as mais diferentes opiniões. Com a evolução dos costumes, porém, o tema precisa ser revisto, pois as teorias e ideias que até há bem pouco tempo eram tidas como verdades incontestáveis, hoje, são bem mais flexíveis ou caíram definitivamente por terra. Veja a seguir alguns exemplos.
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MULHER SÓ TRAI QUANDO ESTÁ APAIXONADA? MITO: de acordo com a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, podem ser muitos os motivos para uma mulher ser infiel: “Ela trai não só por amor ou paixão, mas por raiva, vingança, insatisfação ou, simplesmente, para colocar emoção em sua vida”, diz. Para a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri, muitas mulheres têm mais força para trair quando se apaixonam por outro, porém, a curiosidade e a autoafirmação contam muito. “Especialmente para as mais velhas, que desejam testar se ainda são atraentes”, conta Ana Maria, autora do livro “Erotismo, Sexualidade, Casamento e Infidelidade” (Ed. Summus).
CRISES NO RELACIONAMENTO ABREM AS PORTAS PARA A TRAIÇÃO? NEM SEMPRE: não são todas as pessoas que têm vontade de sair com outro alguém por estarem passando por uma fase ruim. Mas uma coisa é fato: é melhor resolver a crise, e não tentar fugir dela. Procurar carinho e compreensão nos braços de outra pessoa alivia os problemas aparentemente, mas não os resolve. “Vários dos que traem acabam criando um outro problema, além dos que já tinham”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.E muitos casais enfrentam a crise e crescem com a sua superação .
QUEM AMA DE VERDADE NÃO TRAI? MITO: muitas pessoas traem amando. “Isso acontece com quem costuma separar amor de sexo. E muita gente trata a relação sexual ou o encontro amoroso com outras pessoas com naturalidade”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. Muitos procuram relacionamentos extraconjugais por um simples motivo: desejo por outra pessoa, o que é normal e não significa falta de amor pelo par.
HOMEM TRAI MAIS DO QUE MULHER? VERDADE: hoje, muitas mulheres têm relações extraconjugais, mas o comportamento ainda é mais comum entre o sexo masculino. Um dos fatores principais que justificam a estatística é que a infidelidade masculina ainda tem melhor aceitação social. Para a terapeuta Ana Maria Fonseca Zampieri, os números estão praticamente empatados, mas o que faz a traição feminina parecer bem menor é o fato de elas temerem a retaliação da cultura machista. “A mulher tem mais cuidado para esconder a traição”, afirma ela. Além disso, um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que os homens são mais propensos a trair por terem impulsos sexuais mais fortes.
A TRAIÇÃO DESTRÓI A CONFIANÇA PARA SEMPRE? MITO: acontece, sim. Mas, dependendo do caso, a confiança pode ser readquirida. “Depende de uma série de fatores, das circunstâncias nas quais se deu a traição, do tipo de envolvimento, do momento do casal”, exemplifica a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. “Se houver amor e uma possibilidade de entendimento do que aconteceu e porque aconteceu, é possível recuperar a confiança”, diz a especialista.
QUEM TRAI ESTÁ EM BUSCA DE ALGO QUE NÃO ENCONTRA EM CASA? NEM SEMPRE: a pessoa pode ter tudo em casa, mas querer variedade, ou estar buscando algo que a ajude a cair fora de uma relação insatisfatória. “Às vezes, quem trai não encontra algo em si mesmo, o sentido de sua própria vida”, diz a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri. Segundo o psicoterapeuta de casais Paulo Tessarioli, nem sempre essa procura tem a ver com sexo. “Não é raro que uma pessoa se envolva com outra simplesmente porque se sente compreendida”, afirma.
HOMEM TRAI MAIS PORQUE SEPARA AMOR DE SEXO? VERDADE: homem tende a separar mais o sexo do amor, mas não é regra geral. Embora muitas mulheres também pensem dessa forma hoje em dia, é comum que o sexo feminino se envolva mais afetivamente do que o homem. Não podemos ignorar que, apesar da evolução comportamental, ainda somos regidos por alguns pilares machistas. “O homem é mais incentivado a separar amor de sexo, ao contrário do que ocorre com a mulher”, fala a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri. Ela diz que a maioria das mulheres que começa uma relação baseada em sexo muda de ideia ao longo do percurso. “Elas tentam se convencer que é só uma transa, um casinho, mas acabam se envolvendo. A mulher tem necessidade de saber o que ela representa para o outro, precisa ser amada. Mas, hoje, observo que muitos homens pensam assim, também”, declara a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.
AMANTE É SEMPRE MELHOR DE CAMA? MITO: “Muitas das traições não são motivadas pelo sexo”, conta o psicoterapeuta de casais Paulo Tessarioli. A imagem do(a) amante cheio de paixão é fantasiosa. “O que encanta na relação extraconjugal é o interesse em conversar, na preparação para o encontro, ter bom humor, não criticar, entre outras atitudes”, diz ele. Segundo a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri, raramente quem mantém um amante ou uma amante tem um vínculo puramente sexual. Já quem trai casualmente, sim .
QUEM TRAI UMA VEZ TRAI SEMPRE? NEM SEMPRE: segundo o psicoterapeuta Paulo Tessarioli, existem muitas situações pontuais, em que a infidelidade aconteceu devido a algum momento de crise pessoal ou conjugal. “Foi uma espécie de válvula de escape para uma circunstância e, depois de os problemas se resolverem, não se repetirá”, diz o especialista. “Existem algumas pessoas, porém, que vão trair sempre e dificilmente mudarão, pois essa é a sua forma de se relacionarem”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.
TODO HOMEM, UMA HORA OU OUTRA, VAI TRAIR? MITO: essa lenda é fruto de preconceito e machismo. “Há homens fiéis. Homens que são mais sensíveis. Eles optam pela fidelidade, claro, se estiverem felizes e satisfeitos amorosa e sexualmente com a companheira. Têm boa autoestima, segurança de sua masculinidade e não sentem necessidade de se autoafirmarem traindo”, conta a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. Mas lembre-se: um homem que procura relações extraconjugais nem sempre é o oposto do que foi descrito. Ser monogâmico ou não também depende das convicções de cada um sobre o assunto.
AMANTE NUNCA SERÁ OFICIAL? MITO: prega o senso comum que amantes podem até causar a separação de um casal, mas acabam não se tornando “titulares” nunca. Para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, se for amor de verdade, um novo casal se forma e fica junto, sim. “Às vezes, para o resto da vida”, diz. “O que acontece é que algumas relações extraconjugais são tão longas e estreitas que acabam se transformando em uma espécie de segundo casamento. E, como todo relacionamento duradouro, sofre desgastes. Daí que, com a separação, a pessoa quer começar uma nova vida e acaba deixando de lado a outra relação, também”, diz a antropóloga Mirian Goldenberg, professora do curso de pós-graduação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e autora de “Por Que Homens e Mulheres Traem” (Ed. BestBolso).
Fonte: Heloísa Noronha, do UOL, em São Paulo Orlando/UOL.
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sábado, 14 de julho de 2018

Traiu uma vez, vai trair outra vez?

Outro dia li uma enquete cuja pergunta era: Você namoraria alguém que você sabe que traiu a/o ex? Muita gente dizia que sim, pois são contextos e relacionamentos diferentes, e muita gente dizia que não, porque “traiu uma vez, vai trair outra vez.”
Mais ou menos no mesmo período, vi uma conhecida perguntar em seu perfil do Facebook por que pessoas traem em relacionamentos não-monogâmicos. Alguns estranharam a indagação, questionaram o que seria traição nesse meio. Explicaram: “ué, a traição dos acordos feitos na relação”. Muitos disseram que era porque as pessoas levam costumes das relações mono para suas relações não-mono e acabam reproduzindo práticas, o que inclui a desonestidade da traição.
Buscando mais material e brainstorming pra esse texto, postei no meu Facebook: Pra você, por que as pessoas traem? As respostas foram bem abrangentes e vou tentar topicalizar e agrupar o que juntei a partir delas:
  • Cansaram da relação em que estão, não têm coragem de terminar, e buscam algo fora;
  • Insegurança;
  • Autoafirmação em geral, autoafirmação da masculinidade no caso de homens, vaidade;
  • Vingança;
  • Autossabotagem;
  • Medo de arriscar uma relação por outra;
  • Falta de empatia e de respeito;
  • Não ama a pessoa com quem se relacionam;
  • Inconsequência;
  • Babaquice, mau caratismo;
  • Monogamia (as pessoas teriam desejos que são incompatíveis com uma relação monogâmica);
  • Vontade de (auto-)descoberta;
  • Hedonismo, diversão, aventura;
  • Fetiches;
  • Desonestidade com a outra pessoa e com si própria;
  • Carência;
  • Irresponsabilidade;
  • Imaturidade;
  • Egocentrismo;
  • Não têm comunicação aberta, não sabem comunicar seus desejos;
  • Não há motivo, a coisa acontece e a pessoa só pensa depois;
  • Puro tédio.
Achei as respostas muito interessantes, mas sinto que é mais simples que isso: as pessoas traem por egoísmo. Já senti umas pedras batendo aqui, mas, antes que continuem a tacar, segura mais um pouquinho aqui comigo pra eu desenvolver essa ideia. Em primeiro lugar, a meu ver, a pessoa que trai não é uma grande vilã que merece ser infeliz pelo resto da vida por isso (a questão é outra e volto a isso mais no fim do texto). Quando falo de egoísmo, é porque acho que a questão central aqui não é o que motivou a traição, mas sim o fato de que a pessoa que trai não está disposta a abrir mão de alguma coisa — independente do que isso vai significar para a pessoa com quem ela mantém um compromisso.
Se você já transou com alguém na sua vida, você sabe a quantidade de oportunidades que a gente tem pra mudar de ideia e decidir não fazer. É o bate-papo, o toque, o caminho pra qualquer lugar que seja, enfim, não é uma coisa que simplesmente acontece. Ninguém cai em cima do órgão genital de ninguém. Há uma série de pequenas escolhas que levam a isso.

Pausa para o questionamento: o que é traição?

Até aqui falamos apenas de infidelidade e é comum que pensemos automaticamente nisso, visto que a fidelidade é um fator muito importante nas relações amorosas tradicionais. Há, no entanto, outros tipos de traição que, pra muita gente e em muitos contextos, têm um peso muito maior do que a infidelidade, mesmo em relações mono.
Essa associação quase automática é o que causa estranheza quando falamos de traição também no meio não-mono. Ora, podemos resumir traição como uma quebra, um descumprimento dos acordos do casal, isto é, fazer algo que você sabe que não está ok pra outra pessoa e que ela confia que você não vai fazer e por isso você faz escondido. Em relações mono, fidelidade é um acordo, portanto, não vejo diferença entre infidelidade e deslealdade nesse contexto. Em relações não-mono, os acordos são variadíssimos.
Muita gente (e talvez eu me inclua nisso) recorre a relações não-mono exatamente na expectativa de que nesse contexto não ocorram traições. Partindo do pressuposto de que há diálogo e abertura pra honestidade, em tese, não tem por que alguém trair. Só que, na prática, não é bem assim que acontece. Traição de confiança, quebra de acordos, é tão comum em relações não-mono quanto nas mono tradicionais. Volto aqui ao que li no Facebook da colega que postou sobre isso: seria uma transposição dos costumes monogâmicos para os contextos não-mono? Pode ser que isso ocorra também, mas não acho que isso dê conta de explicar a questão.

Por que as pessoas traem, então?

Não gosto de quando justificam traição dizendo que “monogamia não é natural”, afinal, caso isso seja verdade (e tenho ressalvas quanto a isso também), isso explica apenas o desejo, não a decisão de colocá-lo em prática. Na verdade, é esse meu problema com a grande maioria dos motivos listados por quem respondeu no meu Facebook: todos eles explicam apenas o que fez surgir a vontade e tratam a traição em si como uma consequência natural e direta dessa vontade, e não uma escolha consciente. Falta assumir responsabilidade pelas próprias atitudes.
Vontade é algo que a gente tem o tempo todo, por um monte de coisa. Todo mundo tem dias de grande irritação no trabalho, por exemplo, com muita vontade de xingar o chefe. Você vai lá e xinga o chefe? Pode ter gente que faz isso sim, mas acredito que a maioria de nós não. Toda vez que você sente raiva e quer bater em alguém, você bate? Quando sai temporada nova da sua série preferida e seu maior desejo é faltar o trabalho pra maratonar, você falta o trabalho?
As vontades que temos surgem por diversos motivos (tédio, cansaço, desejo sexual, vontade de aventura, necessidade de se descobrir etc.), mas o que nos leva a decidir fazer algo ou não já é outra esfera. Traição não é sobre sair com outras pessoas e é por isso que também se trai em relações não-mono. Ter uma relação em que sair com outras pessoas é permitido não resolve o problema exatamente por isso. Traição é sobre egoísmo. Não é porque tava apaixonado. Não é porque o relacionamento andava mal. Não é porque caiu na rotina. Não é porque tava bêbado. Não é porque não soube lidar. É só que teve algum desses fatores aí e, na hora de escolher fazer ou não, a pessoa priorizou as próprias vontades em relação à confiança da outra e fez. Simples assim.
Lá vou eu fazendo analogia com comida de novo. Suponhamos que eu esteja de dieta e tenha a opção, nesse momento de fome, de comer uma pizza ou uma salada. Quero a pizza, como a pizza. O que me levou a comer a pizza não foi a fome. Não posso usar a fome (o contexto da motivação pra comer) como justificativa, porque eu podia ter feito outra escolha. Eu podia ter comido salada que, seguindo a analogia, era o acordo. Eu escolhi descumprir o acordo. E não foi algo que simplesmente aconteceu. Eu tive que preparar a pizza ou usar o iFood, receber o entregador, cortar as fatias, pôr no prato…
Traição é escolher a pizza e culpar a fome. É sobre você ter uma vontade (que pode ser só um capricho ou algo muito sério e importante) que você acha que vale a pena pôr em prática, mesmo que isso vá ter consequências negativas. Você escolhe trair a confiança, você escolhe machucar, você escolhe o risco, você escolhe essa autoindulgência. A prioridade é sua vontade — e as consequências da realização da sua vontade ficam totalmente em segundo plano. Naquele momento, dane-se se vai magoar alguém. Deixa pra pensar nisso depois. E assim se segue.

Então quem traiu uma vez vai trair de novo?

Não necessariamente, mas também não dá pra esperar que não. Claro que as pessoas podem mudar e que nada é definitivo, mas 1) você só tem como saber testando e 2) pessoas só mudam quando têm motivo pra isso, ou seja, quando algo é mais importante e assim funciona como motivação pra mudar.
Conheço um rapaz que teve um relacionamento de mais de dez anos e traiu a mulher com cerca de trinta pessoas diferentes, nenhuma delas uma vez só. A não ser que ele esteja profundamente arrependido — e, mesmo assim, cautela é importante — , não me parece uma decisão esperta confiar em um traidor serial. O problema desse cara não foi estar de saco cheio do relacionamento, não foi tédio, não foi paixão… Acho que casos assim são só falta de respeito mesmo, não tem muito o que investigar. Sendo um homem, podemos até falar sobre o que é esperado socialmente de um, como, em muitos contextos, esse comportamento é considerado padrão etc., mas, na prática, no fim do dia, acho que isso era apenas desrespeitoso. Não acredito que um homem como esse teria seus problemas resolvidos em uma relação não-monogâmica, porque nunca foi sobre sair com outras pessoas.
Em um relacionamento tão longo, não teria me surpreendido se ele tivesse confessado já ter traído alguma vez, mas DEZENAS de seres humanos diferentes, diversas vezes, é só cretinice mesmo. E aí, em uma relação não-mono, não são os costumes da monogamia que se transportam, mas sim essa cretinice, que vai se manifestar em outras áreas. Uma pessoa que está cagando para os sentimentos daquela com quem ela se relaciona vai encontrar muitas formas de pôr isso em prática. A infidelidade era apenas uma, naquele contexto. Haverão outros.
Pessoalmente, eu não espero que um(a) traidor(a) serial mude, mas também não acho impossível. As pessoas aprendem, crescem, amadurecem, se arrependem, fazem escolhas diferentes. É imprescindível, no entanto, que a pessoa se preocupe em entender o que a levou àquelas traições para saber por que não deseja trair de novo e ter condições de pôr isso em prática. Culpar outros fatores (problemas na relação, por exemplo) é só uma desculpa que dá margem para repetir o comportamento.
Essa declaração da MC Carol é maravilhosa. Eu também não bateria na mulher, mas não sei se teria espaço no meu coração pra chamar um Uber pra moça caso ela soubesse que o cara tinha um relacionamento comigo. Mas o que mais gosto nessa postagem é que ela abre logo a possibilidade de diálogo, de tentar entender.
É uma verdade difícil de digerir, mas trair não é algo que apenas pessoas horríveis fazem, nem é algo que por si só define alguém como horrível e, por mais corretas que nos consideremos e mesmo que nunca tenhamos traído alguém, somos sim capazes disso também. Ninguém é imune. Isso é algo legal de se pensar quando julgamos de maneira muito pesada alguém que traiu. Todo mundo é passível de falhas, de se deixar levar por todas aquelas desculpas listadas no início do texto ou de nem saber por que fez o que fez. Não que sejamos obrigadas a perdoar ou voltar a conviver com quem nos traiu, mas cabe ter um pouco de empatia em relação ao que levou essa pessoa àquilo antes de tachá-la de horrível e pronto.
Acredito que a raiz dessa questão é a maneira como somos ensinados a nos relacionarmos com outras pessoas e a lidar com nossos próprios sentimentos. Ter vontade de fazer coisas que fogem aos acordos da relação em que estamos é normal e esperado. O problema é que a sociedade e o modelo de amor romântico que nos vendem não nos preparam para lidar com essas questões, não nos dão as ferramentas que precisamos para tratar delas. Sinto que 100% do que é listado como motivação para traição é algo que poderia ser resolvido com conversa e responsabilidade. Infelizmente, nem sempre estamos em condições de expressar honestamente o que sentimos ou de ouvir a honestidade das outras pessoas. Enganar é uma saída que parece mais fácil — e, a curto prazo, é — , mesmo que, no fim das contas, enganemos a nós mesmos.
Fonte: https://trendr.com.br
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