domingo, 15 de julho de 2018

Quem ama não trai? Todo homem é infiel? Veja mitos e verdades sobre traição

Traição é um assunto que suscita os mais diversos tipos de reação e as mais diferentes opiniões. Com a evolução dos costumes, porém, o tema precisa ser revisto, pois as teorias e ideias que até há bem pouco tempo eram tidas como verdades incontestáveis, hoje, são bem mais flexíveis ou caíram definitivamente por terra. Veja a seguir alguns exemplos.
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MULHER SÓ TRAI QUANDO ESTÁ APAIXONADA? MITO: de acordo com a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, podem ser muitos os motivos para uma mulher ser infiel: “Ela trai não só por amor ou paixão, mas por raiva, vingança, insatisfação ou, simplesmente, para colocar emoção em sua vida”, diz. Para a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri, muitas mulheres têm mais força para trair quando se apaixonam por outro, porém, a curiosidade e a autoafirmação contam muito. “Especialmente para as mais velhas, que desejam testar se ainda são atraentes”, conta Ana Maria, autora do livro “Erotismo, Sexualidade, Casamento e Infidelidade” (Ed. Summus).
CRISES NO RELACIONAMENTO ABREM AS PORTAS PARA A TRAIÇÃO? NEM SEMPRE: não são todas as pessoas que têm vontade de sair com outro alguém por estarem passando por uma fase ruim. Mas uma coisa é fato: é melhor resolver a crise, e não tentar fugir dela. Procurar carinho e compreensão nos braços de outra pessoa alivia os problemas aparentemente, mas não os resolve. “Vários dos que traem acabam criando um outro problema, além dos que já tinham”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.E muitos casais enfrentam a crise e crescem com a sua superação .
QUEM AMA DE VERDADE NÃO TRAI? MITO: muitas pessoas traem amando. “Isso acontece com quem costuma separar amor de sexo. E muita gente trata a relação sexual ou o encontro amoroso com outras pessoas com naturalidade”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. Muitos procuram relacionamentos extraconjugais por um simples motivo: desejo por outra pessoa, o que é normal e não significa falta de amor pelo par.
HOMEM TRAI MAIS DO QUE MULHER? VERDADE: hoje, muitas mulheres têm relações extraconjugais, mas o comportamento ainda é mais comum entre o sexo masculino. Um dos fatores principais que justificam a estatística é que a infidelidade masculina ainda tem melhor aceitação social. Para a terapeuta Ana Maria Fonseca Zampieri, os números estão praticamente empatados, mas o que faz a traição feminina parecer bem menor é o fato de elas temerem a retaliação da cultura machista. “A mulher tem mais cuidado para esconder a traição”, afirma ela. Além disso, um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que os homens são mais propensos a trair por terem impulsos sexuais mais fortes.
A TRAIÇÃO DESTRÓI A CONFIANÇA PARA SEMPRE? MITO: acontece, sim. Mas, dependendo do caso, a confiança pode ser readquirida. “Depende de uma série de fatores, das circunstâncias nas quais se deu a traição, do tipo de envolvimento, do momento do casal”, exemplifica a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. “Se houver amor e uma possibilidade de entendimento do que aconteceu e porque aconteceu, é possível recuperar a confiança”, diz a especialista.
QUEM TRAI ESTÁ EM BUSCA DE ALGO QUE NÃO ENCONTRA EM CASA? NEM SEMPRE: a pessoa pode ter tudo em casa, mas querer variedade, ou estar buscando algo que a ajude a cair fora de uma relação insatisfatória. “Às vezes, quem trai não encontra algo em si mesmo, o sentido de sua própria vida”, diz a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri. Segundo o psicoterapeuta de casais Paulo Tessarioli, nem sempre essa procura tem a ver com sexo. “Não é raro que uma pessoa se envolva com outra simplesmente porque se sente compreendida”, afirma.
HOMEM TRAI MAIS PORQUE SEPARA AMOR DE SEXO? VERDADE: homem tende a separar mais o sexo do amor, mas não é regra geral. Embora muitas mulheres também pensem dessa forma hoje em dia, é comum que o sexo feminino se envolva mais afetivamente do que o homem. Não podemos ignorar que, apesar da evolução comportamental, ainda somos regidos por alguns pilares machistas. “O homem é mais incentivado a separar amor de sexo, ao contrário do que ocorre com a mulher”, fala a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri. Ela diz que a maioria das mulheres que começa uma relação baseada em sexo muda de ideia ao longo do percurso. “Elas tentam se convencer que é só uma transa, um casinho, mas acabam se envolvendo. A mulher tem necessidade de saber o que ela representa para o outro, precisa ser amada. Mas, hoje, observo que muitos homens pensam assim, também”, declara a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.
AMANTE É SEMPRE MELHOR DE CAMA? MITO: “Muitas das traições não são motivadas pelo sexo”, conta o psicoterapeuta de casais Paulo Tessarioli. A imagem do(a) amante cheio de paixão é fantasiosa. “O que encanta na relação extraconjugal é o interesse em conversar, na preparação para o encontro, ter bom humor, não criticar, entre outras atitudes”, diz ele. Segundo a terapeuta familiar e de casal Ana Maria Fonseca Zampieri, raramente quem mantém um amante ou uma amante tem um vínculo puramente sexual. Já quem trai casualmente, sim .
QUEM TRAI UMA VEZ TRAI SEMPRE? NEM SEMPRE: segundo o psicoterapeuta Paulo Tessarioli, existem muitas situações pontuais, em que a infidelidade aconteceu devido a algum momento de crise pessoal ou conjugal. “Foi uma espécie de válvula de escape para uma circunstância e, depois de os problemas se resolverem, não se repetirá”, diz o especialista. “Existem algumas pessoas, porém, que vão trair sempre e dificilmente mudarão, pois essa é a sua forma de se relacionarem”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.
TODO HOMEM, UMA HORA OU OUTRA, VAI TRAIR? MITO: essa lenda é fruto de preconceito e machismo. “Há homens fiéis. Homens que são mais sensíveis. Eles optam pela fidelidade, claro, se estiverem felizes e satisfeitos amorosa e sexualmente com a companheira. Têm boa autoestima, segurança de sua masculinidade e não sentem necessidade de se autoafirmarem traindo”, conta a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. Mas lembre-se: um homem que procura relações extraconjugais nem sempre é o oposto do que foi descrito. Ser monogâmico ou não também depende das convicções de cada um sobre o assunto.
AMANTE NUNCA SERÁ OFICIAL? MITO: prega o senso comum que amantes podem até causar a separação de um casal, mas acabam não se tornando “titulares” nunca. Para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, se for amor de verdade, um novo casal se forma e fica junto, sim. “Às vezes, para o resto da vida”, diz. “O que acontece é que algumas relações extraconjugais são tão longas e estreitas que acabam se transformando em uma espécie de segundo casamento. E, como todo relacionamento duradouro, sofre desgastes. Daí que, com a separação, a pessoa quer começar uma nova vida e acaba deixando de lado a outra relação, também”, diz a antropóloga Mirian Goldenberg, professora do curso de pós-graduação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e autora de “Por Que Homens e Mulheres Traem” (Ed. BestBolso).
Fonte: Heloísa Noronha, do UOL, em São Paulo Orlando/UOL.
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sábado, 14 de julho de 2018

Traiu uma vez, vai trair outra vez?

Outro dia li uma enquete cuja pergunta era: Você namoraria alguém que você sabe que traiu a/o ex? Muita gente dizia que sim, pois são contextos e relacionamentos diferentes, e muita gente dizia que não, porque “traiu uma vez, vai trair outra vez.”
Mais ou menos no mesmo período, vi uma conhecida perguntar em seu perfil do Facebook por que pessoas traem em relacionamentos não-monogâmicos. Alguns estranharam a indagação, questionaram o que seria traição nesse meio. Explicaram: “ué, a traição dos acordos feitos na relação”. Muitos disseram que era porque as pessoas levam costumes das relações mono para suas relações não-mono e acabam reproduzindo práticas, o que inclui a desonestidade da traição.
Buscando mais material e brainstorming pra esse texto, postei no meu Facebook: Pra você, por que as pessoas traem? As respostas foram bem abrangentes e vou tentar topicalizar e agrupar o que juntei a partir delas:
  • Cansaram da relação em que estão, não têm coragem de terminar, e buscam algo fora;
  • Insegurança;
  • Autoafirmação em geral, autoafirmação da masculinidade no caso de homens, vaidade;
  • Vingança;
  • Autossabotagem;
  • Medo de arriscar uma relação por outra;
  • Falta de empatia e de respeito;
  • Não ama a pessoa com quem se relacionam;
  • Inconsequência;
  • Babaquice, mau caratismo;
  • Monogamia (as pessoas teriam desejos que são incompatíveis com uma relação monogâmica);
  • Vontade de (auto-)descoberta;
  • Hedonismo, diversão, aventura;
  • Fetiches;
  • Desonestidade com a outra pessoa e com si própria;
  • Carência;
  • Irresponsabilidade;
  • Imaturidade;
  • Egocentrismo;
  • Não têm comunicação aberta, não sabem comunicar seus desejos;
  • Não há motivo, a coisa acontece e a pessoa só pensa depois;
  • Puro tédio.
Achei as respostas muito interessantes, mas sinto que é mais simples que isso: as pessoas traem por egoísmo. Já senti umas pedras batendo aqui, mas, antes que continuem a tacar, segura mais um pouquinho aqui comigo pra eu desenvolver essa ideia. Em primeiro lugar, a meu ver, a pessoa que trai não é uma grande vilã que merece ser infeliz pelo resto da vida por isso (a questão é outra e volto a isso mais no fim do texto). Quando falo de egoísmo, é porque acho que a questão central aqui não é o que motivou a traição, mas sim o fato de que a pessoa que trai não está disposta a abrir mão de alguma coisa — independente do que isso vai significar para a pessoa com quem ela mantém um compromisso.
Se você já transou com alguém na sua vida, você sabe a quantidade de oportunidades que a gente tem pra mudar de ideia e decidir não fazer. É o bate-papo, o toque, o caminho pra qualquer lugar que seja, enfim, não é uma coisa que simplesmente acontece. Ninguém cai em cima do órgão genital de ninguém. Há uma série de pequenas escolhas que levam a isso.

Pausa para o questionamento: o que é traição?

Até aqui falamos apenas de infidelidade e é comum que pensemos automaticamente nisso, visto que a fidelidade é um fator muito importante nas relações amorosas tradicionais. Há, no entanto, outros tipos de traição que, pra muita gente e em muitos contextos, têm um peso muito maior do que a infidelidade, mesmo em relações mono.
Essa associação quase automática é o que causa estranheza quando falamos de traição também no meio não-mono. Ora, podemos resumir traição como uma quebra, um descumprimento dos acordos do casal, isto é, fazer algo que você sabe que não está ok pra outra pessoa e que ela confia que você não vai fazer e por isso você faz escondido. Em relações mono, fidelidade é um acordo, portanto, não vejo diferença entre infidelidade e deslealdade nesse contexto. Em relações não-mono, os acordos são variadíssimos.
Muita gente (e talvez eu me inclua nisso) recorre a relações não-mono exatamente na expectativa de que nesse contexto não ocorram traições. Partindo do pressuposto de que há diálogo e abertura pra honestidade, em tese, não tem por que alguém trair. Só que, na prática, não é bem assim que acontece. Traição de confiança, quebra de acordos, é tão comum em relações não-mono quanto nas mono tradicionais. Volto aqui ao que li no Facebook da colega que postou sobre isso: seria uma transposição dos costumes monogâmicos para os contextos não-mono? Pode ser que isso ocorra também, mas não acho que isso dê conta de explicar a questão.

Por que as pessoas traem, então?

Não gosto de quando justificam traição dizendo que “monogamia não é natural”, afinal, caso isso seja verdade (e tenho ressalvas quanto a isso também), isso explica apenas o desejo, não a decisão de colocá-lo em prática. Na verdade, é esse meu problema com a grande maioria dos motivos listados por quem respondeu no meu Facebook: todos eles explicam apenas o que fez surgir a vontade e tratam a traição em si como uma consequência natural e direta dessa vontade, e não uma escolha consciente. Falta assumir responsabilidade pelas próprias atitudes.
Vontade é algo que a gente tem o tempo todo, por um monte de coisa. Todo mundo tem dias de grande irritação no trabalho, por exemplo, com muita vontade de xingar o chefe. Você vai lá e xinga o chefe? Pode ter gente que faz isso sim, mas acredito que a maioria de nós não. Toda vez que você sente raiva e quer bater em alguém, você bate? Quando sai temporada nova da sua série preferida e seu maior desejo é faltar o trabalho pra maratonar, você falta o trabalho?
As vontades que temos surgem por diversos motivos (tédio, cansaço, desejo sexual, vontade de aventura, necessidade de se descobrir etc.), mas o que nos leva a decidir fazer algo ou não já é outra esfera. Traição não é sobre sair com outras pessoas e é por isso que também se trai em relações não-mono. Ter uma relação em que sair com outras pessoas é permitido não resolve o problema exatamente por isso. Traição é sobre egoísmo. Não é porque tava apaixonado. Não é porque o relacionamento andava mal. Não é porque caiu na rotina. Não é porque tava bêbado. Não é porque não soube lidar. É só que teve algum desses fatores aí e, na hora de escolher fazer ou não, a pessoa priorizou as próprias vontades em relação à confiança da outra e fez. Simples assim.
Lá vou eu fazendo analogia com comida de novo. Suponhamos que eu esteja de dieta e tenha a opção, nesse momento de fome, de comer uma pizza ou uma salada. Quero a pizza, como a pizza. O que me levou a comer a pizza não foi a fome. Não posso usar a fome (o contexto da motivação pra comer) como justificativa, porque eu podia ter feito outra escolha. Eu podia ter comido salada que, seguindo a analogia, era o acordo. Eu escolhi descumprir o acordo. E não foi algo que simplesmente aconteceu. Eu tive que preparar a pizza ou usar o iFood, receber o entregador, cortar as fatias, pôr no prato…
Traição é escolher a pizza e culpar a fome. É sobre você ter uma vontade (que pode ser só um capricho ou algo muito sério e importante) que você acha que vale a pena pôr em prática, mesmo que isso vá ter consequências negativas. Você escolhe trair a confiança, você escolhe machucar, você escolhe o risco, você escolhe essa autoindulgência. A prioridade é sua vontade — e as consequências da realização da sua vontade ficam totalmente em segundo plano. Naquele momento, dane-se se vai magoar alguém. Deixa pra pensar nisso depois. E assim se segue.

Então quem traiu uma vez vai trair de novo?

Não necessariamente, mas também não dá pra esperar que não. Claro que as pessoas podem mudar e que nada é definitivo, mas 1) você só tem como saber testando e 2) pessoas só mudam quando têm motivo pra isso, ou seja, quando algo é mais importante e assim funciona como motivação pra mudar.
Conheço um rapaz que teve um relacionamento de mais de dez anos e traiu a mulher com cerca de trinta pessoas diferentes, nenhuma delas uma vez só. A não ser que ele esteja profundamente arrependido — e, mesmo assim, cautela é importante — , não me parece uma decisão esperta confiar em um traidor serial. O problema desse cara não foi estar de saco cheio do relacionamento, não foi tédio, não foi paixão… Acho que casos assim são só falta de respeito mesmo, não tem muito o que investigar. Sendo um homem, podemos até falar sobre o que é esperado socialmente de um, como, em muitos contextos, esse comportamento é considerado padrão etc., mas, na prática, no fim do dia, acho que isso era apenas desrespeitoso. Não acredito que um homem como esse teria seus problemas resolvidos em uma relação não-monogâmica, porque nunca foi sobre sair com outras pessoas.
Em um relacionamento tão longo, não teria me surpreendido se ele tivesse confessado já ter traído alguma vez, mas DEZENAS de seres humanos diferentes, diversas vezes, é só cretinice mesmo. E aí, em uma relação não-mono, não são os costumes da monogamia que se transportam, mas sim essa cretinice, que vai se manifestar em outras áreas. Uma pessoa que está cagando para os sentimentos daquela com quem ela se relaciona vai encontrar muitas formas de pôr isso em prática. A infidelidade era apenas uma, naquele contexto. Haverão outros.
Pessoalmente, eu não espero que um(a) traidor(a) serial mude, mas também não acho impossível. As pessoas aprendem, crescem, amadurecem, se arrependem, fazem escolhas diferentes. É imprescindível, no entanto, que a pessoa se preocupe em entender o que a levou àquelas traições para saber por que não deseja trair de novo e ter condições de pôr isso em prática. Culpar outros fatores (problemas na relação, por exemplo) é só uma desculpa que dá margem para repetir o comportamento.
Essa declaração da MC Carol é maravilhosa. Eu também não bateria na mulher, mas não sei se teria espaço no meu coração pra chamar um Uber pra moça caso ela soubesse que o cara tinha um relacionamento comigo. Mas o que mais gosto nessa postagem é que ela abre logo a possibilidade de diálogo, de tentar entender.
É uma verdade difícil de digerir, mas trair não é algo que apenas pessoas horríveis fazem, nem é algo que por si só define alguém como horrível e, por mais corretas que nos consideremos e mesmo que nunca tenhamos traído alguém, somos sim capazes disso também. Ninguém é imune. Isso é algo legal de se pensar quando julgamos de maneira muito pesada alguém que traiu. Todo mundo é passível de falhas, de se deixar levar por todas aquelas desculpas listadas no início do texto ou de nem saber por que fez o que fez. Não que sejamos obrigadas a perdoar ou voltar a conviver com quem nos traiu, mas cabe ter um pouco de empatia em relação ao que levou essa pessoa àquilo antes de tachá-la de horrível e pronto.
Acredito que a raiz dessa questão é a maneira como somos ensinados a nos relacionarmos com outras pessoas e a lidar com nossos próprios sentimentos. Ter vontade de fazer coisas que fogem aos acordos da relação em que estamos é normal e esperado. O problema é que a sociedade e o modelo de amor romântico que nos vendem não nos preparam para lidar com essas questões, não nos dão as ferramentas que precisamos para tratar delas. Sinto que 100% do que é listado como motivação para traição é algo que poderia ser resolvido com conversa e responsabilidade. Infelizmente, nem sempre estamos em condições de expressar honestamente o que sentimos ou de ouvir a honestidade das outras pessoas. Enganar é uma saída que parece mais fácil — e, a curto prazo, é — , mesmo que, no fim das contas, enganemos a nós mesmos.
Fonte: https://trendr.com.br
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sábado, 7 de julho de 2018

Psiquiatra desmente 10 mitos sobre a traição.

Todos conhecem algum caso de traição no círculo de convivência, ou se envolvem com os casos de celebridades que traem namorados e mulheres. Mas ainda existem muitos tabus e mitos sobre o comportamento que atinge tanto homens como mulheres. O psiquiatra Scott Haltzman, da Universidade de Brown, desmentiu 10 ideias erradas sobre a traição para o site Ask Men. Confira.

Não há felicidade após uma traição
Affairs acontecem, e as pessoas superam. Muitos pacientes de Haltzman disseram que os laços entre o casal ficou ainda melhor e mais forte. Saber distinguir fatos de ficção ajuda a entender por que um caso acontece, e como prevenir. A verdade é uma arma poderosa para a reconciliação.
Quem trai é infeliz no casamento
Na maioria das pesquisas, quando perguntados se preferem continuar casados ou se separarem, as pessoas que traem dizem que preferem continuar como estão. Dos homens, 54% na verdade acham que o casamento vai muito bem, e o mesmo acontece com 34% das mulheres que traem.
A traição não é sexo, tem a ver com um casamento arruinado
Às vezes um cigarro é somente um cigarro, e sexo fora do casamento é somente sexo. Claro, para muitas pessoas um affair indica que algo não está indo bem no casamento, mas para outras é apenas uma questão carnal mesmo.
Só é traição se houver sexo
Muitos affairs acontecem sem sexo algum. Ficar a noite acordada trocando sentimentos e intimidades com um colega é trair? O parceiro certamente vai achar que sim. Entregar-se emocionalmente a outra pessoa é trair também.
Affairs são atração física
Embora muitos affairs sejam mesmo sexo, eles podem acontecer por conexão emocional. Algumas vezes, tudo o que acontece é sair juntos e falar de seus sentimentos, mas já é traição. Apesar que, muitas vezes, essa proximidade emocional possa levar ao sexo.
A traição acontece por problemas no casamento
A verdade é simples: todos os casamentos têm problemas. A traição acontece porque os casais não conseguem trabalhar juntos para solucionar os problemas. Ter problemas no relacionamento não justifica enganar o outro.
Se traiu uma vez, vai trair sempre
Existem pessoas assim, claro, mas nem todos que traem têm isso como regra. Muitos acontecem apenas uma vez na vida. Depois da traição, é possível voltar ou terminar o casamento. É preciso contar toda a verdade, esse é o primeiro passo para a "cura".
Depois da traição, vem a separação
Metade dos casamentos sobrevivem a uma traição. Eles podem acabar depois por outros motivos, mas quando o casal decide se unir para superar o affair, fica surpreso como é possível reconquistar a confiança. Mais da metade dos casamentos terminam porque o casal não conversa e se afasta.
A traição acontece com pessoas mais novas e mais bonitas
Mentira. Apesar de homens mais velhos procurarem mulheres novas e mais bonitas, os parâmetros em geral não são esses. Nada tem a ver com ser mais jovem, mais bonita ou mais rica do que a esposa. Às vezes apenas acontece.
A traição acontece porque os homens estão sempre procurando
Na maioria das vezes, acontece com quem não procura. Especialmente quando a pessoa trai apenas uma vez. Os affairs acontecem quando você se sente confortável com alguém, com quem você pode conversar e dividir segredos.
Fonte: Terra.

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Sim, traí meu namorado. Não, não me arrependo.

Sim, traí meu namorado. Não, não me arrependo


Namorei o mesmo menino durante todo o colegial. Digamos que ele se chama Thomas.
Nosso relacionamento era cheio de ótimos momentos e muitas risadas. Ele fazia tudo parecer um conto de fadas. Era praticamente um sonho que virou realidade, até que os homens pararam de me enxergar como mulher, porque eu não estava disponível. Eu era apenas um rosto qualquer no meio de um mar de pessoas, e, para ser totalmente franca, eu odiava isso.
Comecei a me vestir melhor e cuidar do cabelo e da maquiagem para ir à escola, mas não funcionou - eu ainda era a garota que tinha namorado. Não estou dizendo que eu ficasse irritada por não ganhar atenção, porque eu ganhava sim - ganhava a atenção do homem que realmente tinha importância para mim. Só estou dizendo que eu queria que outras pessoas ainda me enxergassem como mulher.
Foi apenas quando cheguei à faculdade que eu finalmente passei a ser vista como uma pessoa individual e não apenas como a namorada do Thomas. Muitas pessoas sabiam que eu tinha namorado (mesmo porque eu usava um colar com o nome dele e porque o nome dele estava em todos meus sites de mídia social), mas eu nunca chegava e já dizia de cara que tinha namorado. Sei que isso não é certo, mas na época me parecia certo, sim.
A faculdade não foi fácil para Thomas e para mim - foi uma época cheia de telefonemas perdidos, discussões e desconfianças. Não demorou muito para Thomas responder meus SMSs só uma vez por dia ou nem sequer responder, então eu não sabia em que pé estávamos. Eu não planejei trair meu namorado.
Ainda estava apaixonada por ele - só não estava feliz com ele. Acho que parte da razão por que eu o traí é porque eu só tinha sido solteira durante fases curtíssimas da vida, então nunca tinha chegado a viver uma época "selvagem", sem precisar me preocupar com as consequências dos meus atos. Ao mesmo tempo, eu não podia me soltar, porque a sociedade leva todo mundo a achar que as pessoas que traem são pessoas horríveis, e eu sabia que não sou uma pessoa horrível. Mas, quanto mais eu ouvia falar em loucuras sexuais, mais minha curiosidade se aguçava.
Traí Thomas com uma pessoa que eu encontrava toda hora na frat house que frequentei no primeiro ano da faculdade. Ele era gentil, inteligente e um tesão.
Era difícil não me interessar por ele - todas as meninas eram loucas por ele. Acho que foi isso que fez a aventura ser mais excitante. Ele sabia que eu tinha namorado, mas, depois de algum tempo, a atração que sentíamos um pelo outro parecia ser mútua. Um dia ele me chamou para ajudá-lo com um trabalho para a faculdade. Passamos uma hora estudando e então ele me falou que eu era linda e que era uma pena eu não estar disponível.
Depois de alguns minutos, acabei dizendo que Thomas e eu estávamos mal e que eu não sabia até quando ia suportar aquela situação. Ele respondeu com uma frase perfeita, dizendo que jamais me trataria como Thomas me tratava, e então chegou perto e me beijou. Fiquei excitada, me senti desejada. Uma coisa foi levando a outra, e então tudo aconteceu muito rápido. Depois eu me vesti, terminei de ajudá-lo com o trabalho, como se nada tivesse acontecido, e fui embora.
Não foi uma coisa emotiva ou amorosa, foi apenas casual. Enquanto estávamos transando, senti um turbilhão de emoções: fiquei com nojo de mim mesma, furiosa, excitada, me senti desejada, e então, no final, fiquei contente com o que estava acontecendo. Aquilo me deu a chance de viver uma tonelada de emoções que eu vinha contendo havia muito tempo. Me fez entender, finalmente, que Thomas não era mais a pessoa que eu queria para mim.
Depois que aconteceu comecei a me sentir realmente culpada. Resolvi contar a Thomas, porque eu não podia deixá-lo pensar que estava tudo bem, sendo que eu já sabia que ele não era mais a pessoa certa para mim. Quando lhe contei, fiquei sabendo que ele já estava me traindo havia meses. Foi horrível de ouvir, fiquei com o coração partido, mas de repente deixei de me sentir tão mal comigo mesma. É claro que depois disso, terminamos. Senti raiva dele durante algum tempo, mas então entendi que ele é uma parte importante de minha vida e que não fazia sentido eu odiá-lo.
Quando voltamos para casa de férias, pedi para encontrá-lo para que pudéssemos conversar. Percebi que eu tinha deixado de amá-lo como namorado havia muito tempo, só que ainda queria que ele fizesse parte de minha vida de alguma maneira. Somos ótimos amigos até hoje. Muitos de meus amigos estranham a amizade atual entre Thomas e eu. Mas eles sabiam que gostávamos um do outro como pessoas, então por que não sermos amigos?
Não estou dizendo que minha traição dele se justifica porque ele também me traiu. Só estou dizendo que penso nisso com frequência e questiono o porquê de eu não ter ficado com sentimento de culpa por ter traído Thomas. A resposta é sempre a mesma: foi algo que eu quis fazer por mim mesma. Isso não me torna uma vagabunda, não faz de mim uma pessoa má, sem moral. Eu não fui criada por pais que confundiram minha cabeça. E não sou uma pessoa fria, sem emoções.
Depois de trair, descobri que eu preferia ser casual que ficar presa a um relacionamento infeliz. E descobri também que trair não é meu estilo - isso é algo que eu nunca vou voltar a fazer. Trair Thomas também abriu meus olhos para enxergar que existem pessoas neste mundo que são melhores para mim que Thomas. Estou em paz com a escolha que fiz, e, quando retrocedo um passo e olho para minha vida, vejo que eu não mudaria nadinha.
Publicado originalmente no Unwritten por Jenna Beykirch.
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sábado, 9 de junho de 2018

O dia dos Namorados está chegando. Você está só? E agora?



Não sei se isso acontece com você, mas tem muita gente que fica mal se chegar o dia dos namorados e estiver sozinha. Se esse é o seu caso, não espere até esse dia chegar pra fazer alguma coisa a seu favor!

Afinal, se você não cuidar de si, quem melhor vai cuidar? A ideia é que você se dê conta de quais são os pensamentos e as crenças que arrebatam o seu coração e acabam com a sua alegria quando chega o momento em que algumas pessoas vão comemorar seus relacionamentos.
motivos para namorar novo relacionamentoProvavelmente, pensamentos do tipo “o que essas pessoas têm que eu não tenho?”, “quando será que conseguirei ser feliz no amor”, “acho que sou uma frigideira sem tampa”, “tenho dedo podre pra relacionamentos” atolam sua mente e seu coração de insegurança e solidão. Além disso, servem para minar a autoestima que você tanto tenta manter.
Talvez seja esse o principal problema! Você perdeu a fé em si mesmo e talvez até nos relacionamentos felizes e que valem a pena. E isso não ajuda em nada. Pelo contrário, faz com que você não enxergue algumas outras possibilidades de se sentir feliz e realizada com quem você é, estamos só ou namorando.
Quer saber? Só é feliz mesmo, feliz de um jeito maduro, do tipo que sabe que todo estado civil tem seus prós e seus contras, quem sabe apreciar cada um deles. Ou seja, pra ser feliz namorando, você precisa aprender a ser feliz solteiro. Pra ser feliz solteiro, você precisa aprender a ser feliz namorando.
Enquanto insistir em afirmar que “a grama do vizinho é mais verde que a sua”, vai amargar frustrações recorrentes e essa sensação sórdida de não ser capaz, de não ser competente nem para sustentar um relacionamento.
Está só? Então tire proveito disso!!! Pare de se lamentar e apostar que só existe alegria e prazer quando você está comprometido. Isso não é verdade! Claro que é muito bom estar com quem a gente ama. Mas tem muita gente que não ama ninguém e, mesmo assim, continua desperdiçando vida e alegria!
Para com isso e comece agora a programar o melhor dia dos namorados da sua vida! Porque quem não tem namorado, seu namorado é! Então, faça por si o que gostaria que um grande amor lhe fizesse: mime-se com algo que lhe dê muito prazer!
Invente um jantar com seus amigos mais queridos, talvez até os que estejam em casais e topem uma noite mais animada. Ou saia pra jantar com uma amiga que também está solteira. Pode ainda se reservar um spa day ou se comprar um presente bem especial.
Pode ficar em casa assistindo seu filme preferido, de preferência comédia, e se lembrar do quanto é bom ter sua privacidade e seu cantinho. Pode também viajar até a praia mais próxima e tomar um banho de mar pra renovar as energias…
Olha, eu não sei o que você vai fazer, mas posso te garantir que já passei bons anos solteira e sem namorado nesta data. E já fiz de tudo. Saí com amigos, fiquei sozinha, me diverti com algum paquera, enfim. E quanto mais o tempo passou, e especialmente hoje que sou casada, fico feliz ao me lembrar de que era muito feliz solteira!
Cada tempo é um tempo. E se você aprender a viver este momento acreditando que quanto mais inteiro e mais entregue estiver, mais sua vida fluirá para a melhor história possível, então o dia dos namorados será mais uma oportunidade incrível de ser feliz solteiro para ser ainda mais feliz quando for casado.
Fonte: http://www.seapega.com.br
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