segunda-feira, 15 de maio de 2017

Detetive dá dicas para detectar traição

Toda pessoa que acredita estar sendo traída é uma investigadora em potencial e só precisa de uma pulguinha atrás da orelha para começar a farejar indícios de um caso extraconjugal. É o que afirma a detetive particular Ângela Bekeredjian, de 66 anos, no ramo há 46. Ela diz que vem percebendo um número cada vez maior de pessoas tentando investigar o parceiro por conta própria. “Todo mundo é igual, parece que tem uma anteninha. Se tem alguma traição acontecendo, ela vai ser captada”, diz.

Esse novo comportamento, conta a detetive, se deve muito à facilidade de acesso a informações e dicas de investigação disponíveis na internet. Até um e-mail já circula pela rede vendendo um manual de investigação. Segundo a propaganda, a pessoa aprende até a colocar escutas pela casa.
 
Pistas de traição

A detetive Ângela, que também tem formação em psicologia, diz que é muito comum a pessoa mudar de comportamento quando começa a viver um relacionamento extraconjugal. “O homem começa a renovar o guarda-roupa, a levar o celular quando vai o banheiro e a apontar defeitos nas outras mulheres sem motivo aparente”, enumera. “Mas ele também pode ficar bonzinho demais e começar a dar presentes”, completa.

“Já a mulher”, diz Ângela, “investe em lingerie, inventa logo cursos para poder sair de casa e começa a cogitar fazer lipoaspiração e levantar o seio”, conta. “No fim, todo mundo é igual e começa a agir de forma parecida, deixando evidente a traição. Segundo a detetive, havia traição em todos os casos que ela já investigou. “As pessoas costumam chegar à agência já tendo investigado muito o comportamento do outro. Só precisa ter a certeza”.


Detetive ilegal
Bancar o detetive está ao alcance de qualquer pessoa, mas é bom saber que os investigadores particulares têm regras a seguir e precisam respeitar a lei. Um marido ou mulher desconfiado, por exemplo, não pode grampear o telefone de casa para escutar a conversa do companheiro, segundo o detetive João de Oliveira, da Federação Brasileira de Investigações e delegado-geral do Sindicato dos Detetives Particulares do Estado de São Paulo (Sindesp).

Colocar uma microcâmera na mesa de escritório do parceiro para gravar o dia-a-dia dele também é contravenção, de acordo com Oliveira. Mas se a idéia é se tornar um investigador profissional, não faltam cursos para se tornar um detetive, seja com aulas presenciais ou à distância. Segundo Oliveira, com R$ 190 e três meses de paciência, é possível se profissionalizar. Mas ele se mostra contra se tornar detetive para investigar o marido ou a mulher.

“A pessoa não vai agir com a razão, só com a emoção. Funciona como para o advogado: ele não atua em causa própria; geralmente, contrata outro advogado para defendê-lo”, compara
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