sábado, 6 de maio de 2017

Maior parte dos clientes de detetives particulares do DF são mulheres que desconfiam de traição

Por outro lado, quando são investigadas, elas dão mais trabalho por serem "mais astutas" que eles.
A grande maioria dos clientes dos detetives particulares do Distrito Federal são mulheres que desconfiam de uma traição do companheiro. Uma pesquisa feita pela reportagem do R7 com dez agências de detetives particulares no DF detectou que, em média, 15 mulheres por semana contratam os serviços desses profissionais para investigar casos de infidelidade dos parceiros. Já os homens representam menos de 10% desse total: são clientes esporádicos dos detetives.
Em compensação, os casos trazidos pelos clientes homens aos detetives costumam dar mais trabalho. De acordo com os profissionais ouvidos pela reportagem quando investigadas as mulheres dão mais trabalho porque são "mais astutas" que eles.

Entre os motivos que mais levam os brasilienses aos detetives estão, principalmente, a desconfiança de traição conjugal e pais que querem saber onde, o que fazem e com quem estão os filhos. Também não é incomum os serviços serem requisitados para assessorar advogados que buscam provas com o objetivo de inocentar ou culpar determinada pessoa durante processos judiciais.

O policial militar reformado Alfredo Orega, de 64 anos, trabalha há 27 como investigador profissional. Ele disse que entre os princípios éticos da "categoria" estão a total discrição e o sigilo absoluto de todas as informações em qualquer hipótese.

 — Quando alguém me contrata é porque tem alguma suspeição muito forte e está sofrendo. Geralmente são dúvidas de traição, mentiras e drogas em todos os níveis que se possa imaginar. Nesses casos, fico na cola se for preciso, 24 horas por dia da pessoa investigada. Ou seja, acompanho, documento e registro todos os passos desde o momento em que ela sai de casa até a hora em que retorna sem deixar que perceba a perseguição.

Normalmente, os trabalhos são realizados por equipes multidisciplinares de detetives particulares que se dividem, de forma discreta, em vários veículos para seguir a pessoa investigada sem que ela desconfie.

A comunicação é feita entre eles por meio de rádios e para deixar o cenário de atuação o mais natural possível são usados carros e motos descaracterizados.

Durante o trabalho, são usados vários equipamentos como microcâmeras escondidas em gravatas, canetas, celulares, copos, pastas e até mesmo relógios. Elas são capazes de gravar áudio e vídeo em altíssima resolução e todo o material é entregue com os devidos relatórios ao término de cada investigação a quem contratou os serviços.

Orega explica que na maioria das vezes a suspeita de quem contrata o investigador é confirmada. Pela experiência de quase três décadas ele relata que os desconfiados demonstram alívio ao descobrirem que estavam certos e surpresa quando percebem que estavam errados.

Apesar de as mulheres procurarem mais intensamente pelos detetives, ele desconfia que elas são responsáveis por um número de traições tão elevado quanto eles.

— Nem sempre os maridos contratam os serviços porque não estão dispostos a saber da verdade, mas acredito que elas traem tanto quanto ou até mais que eles.

O detetive contou que quando estão sob investigação as mulheres costumam dar mais trabalho que os homens porque fazem tudo de forma melhor planejada.
— A mulher parece ter um instinto, um sexto sentido. Se ela disser que vai ao shopping, supermercado ou qualquer outro lugar ela vai mesmo. Chega lá, troca de carro e sai com o amante. Em muitas vezes, despista o detetive e quase sempre precisamos contar com a ajuda do marido, noivo ou namorado, que pega algumas pistas que ela deixa sem perceber, para concluir as investigações.

Fonte: http://noticias.r7.com
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